O Laboratório Cristália anunciou a demissão de profissionais que estavam ligados a uma possível oferta de pagamentos a influenciadores digitais. Essa medida foi tomada após a revelação por um portal de notícias sobre a atuação da agência Gutta, que teria buscado influenciadores para promover conteúdos relacionados à polilaminina.
A empresa reforçou que respeita as normas brasileiras e não aprova ações que infrinjam as diretrizes sobre a publicidade de medicamentos que exigem prescrição. Além disso, o Cristália decidiu abrir uma auditoria interna para investigar a situação e avaliar a implementação de novas medidas.
Em comunicado, o laboratório afirmou que não realiza pagamentos a influenciadores ou profissionais de saúde para a promoção da polilaminina nas redes sociais ou na mídia. A agência Gutta, por sua vez, negou que tenha feito qualquer contato ou proposta a influenciadores, afirmando que houve apenas um levantamento preliminar envolvendo quatro perfis de caráter médico-científico.
A Gutta esclareceu que três desses perfis mostraram interesse, mas o processo não avançou e não houve formalização ou pagamento por parte do Cristália. A agência também negou qualquer interação com páginas de fofoca.
A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio destacou que o desenvolvimento da polilaminina seguiu todos os trâmites éticos e regulatórios. Ela mencionou que o estudo foi aprovado em 2013 e que as aplicações nos pacientes começaram em 2016, garantindo que não houve tentativa de influenciar decisões da Anvisa.
Tatiana também lembrou que a RDC 38, que rege o uso compassivo, estipula um prazo de 45 dias para a Anvisa decidir sobre a urgência do caso. Considerando que a polilaminina deve ser aplicada em até 48 horas após a lesão, a ordem judicial visa acelerar o processo. Em 2021, durante a Pandemia Covid-19, o Cristália apresentou à Anvisa toda a documentação necessária para o registro do produto, seguindo as orientações regulatórias apropriadas.





