O Ueno Bank teve as operações suspensas no Paraguai depois que o Banco Central constatou que o índice de solvência da instituição caiu para menos da metade do mínimo exigido. A crise afeta cerca de 3 milhões de clientes e provocou protestos Em Assunção, onde correntistas e aposentados cobram acesso aos recursos depositados.
O Banco Central iniciou em 2 de novembro um procedimento de resolução do Ueno Bank após identificar insuficiência de capital. A instituição administrava aproximadamente US$ 850 milhões em fundos estatais, incluindo valores do Instituto de Previdência Social (IPS), estimados entre US$ 355 milhões e US$ 380 milhões. Cerca de 32 mil aposentados recebiam benefícios por meio do banco.
O Fundo de Garantia de Depósitos prevê cobertura de até 75 salários mínimos por pessoa e por instituição, equivalente a aproximadamente 228,3 milhões de guaranis. O Banco Central também anunciou uma primeira etapa de pagamento de até 10 milhões de guaranis por depositante, com os valores restantes sujeitos a um cronograma.
A crise teve desdobramentos políticos. O presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, apresentou renúncia após pedido do presidente paraguaio, Santiago Peña. Carvallo havia comandado o Ueno Bank até 2023. O caso também envolve questionamentos sobre as relações entre o banco e o Grupo Vázquez, ligado ao empresário Miguel Vázquez, com quem Peña manteve vínculos comerciais até março de 2025.
O Ministério Público solicitou investigações criminais e determinou a prisão de oito pessoas ligadas à instituição, que foram alvo de mandados no decorrer das apurações. Enquanto isso, as manifestações Em Assunção pressionam o governo, e o Congresso paraguaio discute medidas para garantir a devolução dos recursos.





