O recrutamento de crianças pelo Irã para operações militares tem SE intensificado, com menores de idade envolvidos em patrulhas e funções de controle. Essas atividades, além de serem consideradas crimes de guerra, incluem o manuseio de armamentos pesados por esses jovens.
Um exemplo é o caso de Alireza Jafari, de apenas 11 anos, cuja morte enquanto atuava em um posto de controle em março foi documentada pela Anistia Internacional. A coleta de informações sobre esse fenômeno é dificultada por censura e o medo de represálias, conforme apontado por Bill Van Esveld, da Human Rights Watch (HRW).
Recentemente, a imprensa estatal do Irã anunciou uma mudança na idade mínima para o alistamento na Basij, reduzindo-a de 15 para 12 anos. A Basij, que é o braço paramilitar da Guarda Revolucionária, tem mobilizado voluntários para ações de repressão interna e vigilância.
A prática de envolver crianças em conflitos remonta à guerra contra o Iraque, na década de 1980. Além disso, o Irã tem enviado jovens afegãos para combater na Síria, e outros países, como Mianmar e Sudão do Sul, também têm relatos de recrutamento similar.
Embora o Irã tenha assinado protocolos que proíbem a participação de menores em conflitos, as crianças continuam expostas a perigos, mesmo em funções auxiliares, como cozinhar. A situação é agravada pela tensão regional, com ataques israelenses que resultaram na morte de mais de 20 mil crianças em Gaza e na destruição de 92% das escolas da região. No Líbano, 400 mil crianças foram deslocadas devido aos conflitos.
A prática de recrutamento de crianças em situações de guerra é um tema de preocupação crescente e reflete a complexidade do cenário de conflitos na região.





