Os corpos de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas com 18 anos, foram descobertos na manhã desta sexta-feira (21) em uma cova rasa, situada em uma área de mata próxima à Estrada do Porto, na região conhecida como 'curva do Jeep', em Paraíso do Norte (PR). A localização dos corpos aconteceu após a prisão de um comparsa do principal suspeito, que revelou à Polícia Civil do Paraná (PCPR) onde as vítimas estavam enterradas.
A operação para encontrar os corpos foi realizada nas primeiras horas do dia 21, sob a coordenação da delegada Kethilin Schwingel Iurino. As investigações apontaram Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido como 'Cleitinho do Pó', e um comparsa, Michel, apelidado de 'Magrão', como os envolvidos no desaparecimento das jovens. Clayton foi morto a tiros durante uma tentativa de fuga Em Mandaguari (PR), após ter feito uma família refém. Michel, por sua vez, foi preso em Umuarama (PR) e, em seu depoimento, indicou o local exato onde os corpos estavam.
Uma viatura do Instituto Médico Legal (IML) foi enviada ao local para realizar a remoção dos corpos, que foram encontrados quatro meses após o desaparecimento das jovens. Letycia e Sttela estavam desaparecidas desde 21 de abril, e suas últimas movimentações conhecidas ocorreram entre as cidades de Cianorte, Jussara e Paranavaí. No dia 20 de abril, por volta das 22h39, as duas foram vistas deixando Cianorte em uma caminhonete acompanhadas de Clayton. Em seguida, o veículo foi registrado em Jussara, onde Sttela residia, às 22h54.
Às 22h55, Sttela fez uma publicação nas redes sociais dentro da caminhonete, com a legenda: 'Qual será o nosso destino KKKK'. O trio deixou Jussara às 23h13, seguindo pela PR-323 em direção a Maringá. Por volta da 1h10 do dia 21, as câmeras registraram os três em uma boate de Paranavaí. Após esse momento, Letycia e Sttela não tiveram mais contato com familiares ou amigos.
Nos dias 22 e 23 de abril, Clayton retornou sozinho a Cianorte, sem a caminhonete e sem o celular. Em 29 de abril, um mandado de prisão foi expedido contra ele, sendo considerado foragido por homicídio. A identificação dos corpos das jovens e a elucidação do caso marcam um desdobramento significativo nas investigações realizadas pela Polícia Civil do Paraná.





