O Coritiba acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para cobrar do Santos aproximadamente R$ 1,2 milhão referentes à taxa de vitrine da transferência do lateral-direito JP Chermont para o Sharjah FC. A cobrança formal foi feita na quarta-feira (28), após o clube paranaense saber que o time dos Emirados Árabes havia quitado o pagamento da negociação. Antes de recorrer à agência, o Coritiba tentou um acerto direto com a diretoria santista, mas não houve consenso.
A divergência entre os clubes está no prazo do repasse. O Santos sustenta que existia um entendimento para pagar a taxa de vitrine apenas quando Chermont cumprisse as metas estipuladas no contrato com o clube árabe. Já o Coritiba rejeita essa interpretação e afirma que somente o jogador concordou em adiar o recebimento de sua parte, estimada em R$ 1,9 milhão.
Procurado pelo Diário do Peixe, o Santos declarou que ainda não foi notificado pela ANRESF. O clube também alegou ter créditos a receber do Coritiba, já inscritos no processo de recuperação judicial da equipe paranaense. Com isso, o departamento jurídico santista analisa a possibilidade de compensar os valores entre as duas instituições.
A venda de Chermont ao Sharjah foi fechada no fim de setembro por 2,5 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 12,9 milhões na cotação da época. O acordo prevê ainda mais 1 milhão de dólares em bônus atrelados ao cumprimento de metas. O Santos detinha inicialmente 75% dos direitos econômicos do lateral, percentual que subiu para 80% da parcela fixa após um acerto com o atleta.
Cria das categorias de base santistas, Chermont disputou a temporada de 2026 pelo Coritiba, por empréstimo. O lateral tinha vínculo com o Peixe até dezembro de 2027 antes de se transferir ao futebol árabe. O processo na ANRESF deverá analisar a cobrança do clube paranaense e a divergência sobre as condições do repasse.





