A Copel deu início às obras de ampliação de suas duas principais hidrelétricas, localizadas no Rio Iguaçu, com a expectativa de um aumento de 33% na capacidade de geração de energia elétrica. O lançamento oficial ocorreu na USINA SEGREDO, em Reserva do Iguaçu, na quinta-feira (18), com a presença do governador Ratinho Junior (PSD). A outra USINA que receberá intervenções é a Foz do AREIA, situada em Pinhão.
O governador destacou a magnitude do investimento, que alcança a cifra de R$ 5 bilhões, ressaltando que se trata de uma iniciativa que garantirá segurança energética para as futuras gerações. Ele afirmou que o Paraná está na vanguarda da produção de energia limpa, renovável e sustentável, elogiando o projeto como uma das maiores obras do Brasil.
Com as ampliações nas duas usinas, a potência total será elevada para 5 gigawatts (GW), somando-se aos atuais 2,9 GW de Foz do AREIA e SEGREDO, o que é suficiente para atender 8,3 milhões de pessoas. Com o acréscimo de 2,1 GW, a capacidade total permitirá atender mais 6 milhões de usuários, totalizando mais de 14 milhões de pessoas beneficiadas. O governador ainda mencionou que a energia gerada seria suficiente para abastecer todo o Paraguai.
A Copel, após a conclusão das obras, atingirá uma capacidade histórica de 8,3 GW, partindo dos atuais 6,2 GW. O presidente da companhia, Daniel Pimentel Slaviero, enfatizou que a ampliação trará segurança, desenvolvimento e riqueza para o Estado, além de fortalecer o sistema elétrico brasileiro. Ele expressou orgulho pela competência da engenharia paranaense que viabilizou projetos tão competitivos.
A USINA SEGREDO, inaugurada em 1992 e conhecida como USINA Governador Ney Aminthas de Barros Braga, é a segunda maior hidrelétrica da Copel em potência instalada, enquanto a USINA Foz do AREIA se tornará a oitava maior do Brasil após as intervenções. As obras se beneficiarão da estrutura já existente, que foi projetada nos anos 1970, permitindo a adição de dois poços adicionais na casa de força, o que minimiza a necessidade de intervenções extensas.
Os trabalhos de ampliação devem concentrar-se na montagem de novos equipamentos, o que promete reduzir tanto os custos quanto o tempo de execução das obras, estimadas em 40 meses. A infraestrutura de conexão com a rede de transmissão também já está preparada para suportar o aumento na produção de energia das usinas.







