Neste domingo (28), o Irã executou bombardeios direcionados ao Kuwait e ao Bahrein, como resposta aos ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos em seu território no dia anterior, 27 de outubro. Essa escalada de hostilidades representa um retrocesso nas negociações que visam encerrar a guerra no Oriente Médio.
Os dois países se acusam de violar um cessar-fogo que foi acordado em um memorando de entendimento assinado em 17 de junho, o qual tinha como foco o controle do estratégico Estreito de Ormuz. O Irã já havia bloqueado essa passagem durante o conflito iniciado em 28 de fevereiro, declarado por Israel e Estados Unidos, mas o estreito foi reaberto em junho. Atualmente, o Irã permite apenas o uso de um corredor ao longo de sua costa e ameaça atacar embarcações que não respeitem essa condição.
No dia 27, a Força Aérea dos EUA atacou dez alvos no Irã, entre eles instalações de defesa aérea e depósitos de drones, em resposta a um ataque de drone iraniano contra um petroleiro de bandeira panamenha no estreito. A mídia iraniana reportou diversas explosões nas regiões de Sirik e Qeshm, indicando a intensidade dos conflitos.
Na manhã deste domingo, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica do Irã, anunciou que lançou mísseis e drones contra alvos no Kuwait e No Bahrein em retaliação. A Guarda afirmou ter destruído oito importantes instalações militares dos EUA, tanto na base aérea Ali al-Salem, no Kuwait, quanto na base naval da Quinta Frota, localizada no Porto Salman, No Bahrein.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou veementemente os ataques aéreos, afirmando que as ações contra as instalações de monitoramento na costa sul do país são inaceitáveis e reiterou a determinação de Teerã em defender sua soberania nacional. Por sua vez, o Kuwait denunciou a “repetição da cruel agressão iraniana”, ressaltando que tal atitude compromete os esforços para a paz na região.
No Bahrein, onde as sirenes de alerta foram acionadas duas vezes na noite anterior, o exército local informou que interceptou e destruiu vários projéteis utilizados nesses ataques. A situação se torna ainda mais complicada com a presença de Israel, que também realizou bombardeios na região, resultando em um morto, segundo o Ministério da Saúde libanês.







