Neste fim de semana, Pequim recebeu os Jogos Mundiais de Robôs, onde máquinas humanoides conseguiram quebrar vários recordes esportivos, incluindo o famoso tempo de Usain Bolt nos 100 metros rasos. O evento, que ocorreu no Estádio Olímpico de patinação de velocidade, atraiu a atenção de centenas de espectadores, que ficaram impressionados com as performances dos robôs.
Durante a cerimônia de abertura, um robô da marca Honor, chamado Tiangong Ultra, estabeleceu um novo recorde ao completar a distância de 100 metros em 9,39 segundos, superando a marca de Bolt de 9,58 segundos, que havia sido registrada em 2009. O feito foi amplamente noticiado pela imprensa estatal chinesa, destacando os avanços tecnológicos do país.
No domingo (23), Tiangong Ultra continuou a surpreender ao quebrar o recorde mundial dos 400 metros, completando a prova em 38,15 segundos, quase cinco segundos a menos que a marca anterior do sul-africano Wayde van Niekerk, que era de 43,03 segundos e foi estabelecida nos Jogos Olímpicos Rio-2016. O desempenho do robô demonstra o potencial das máquinas nas competições esportivas.
Além de quebrar recordes, os robôs também apresentaram formas inovadoras de competir. Em uma das séries dos 400 metros, um dos humanoides exibia um movimento peculiar, balançando os braços enquanto avançava pela pista, o que gerou expectativa entre os torcedores sobre se conseguiria manter a estabilidade até a linha de chegada. Apesar de suas dificuldades, o robô conseguiu concluir a prova de pé.
O público se divertiu com as falhas dos robôs durante as competições. Vários deles não conseguiram iniciar as provas, enquanto outros apenas caminhavam lentamente ou caíam logo após o início. Uma cena cômica ocorreu quando um robô em um ringue de boxe tropeçou e ficou preso nas cordas, sendo necessário a ajuda de humanos para retirá-lo.
A aposentada Hou Yali, de 72 anos, expressou seu desejo de ver uma competição direta entre máquinas e humanos, afirmando que isso ajudaria a entender melhor a capacidade das máquinas em relação aos seres humanos. Ela mencionou que, embora a competição atual seja apenas uma demonstração de velocidade, a evolução tecnológica poderia permitir que robôs realizassem tarefas domésticas, algo que ela já considera útil em sua rotina.





