A Fórmula 1, a principal categoria do automobilismo, passou por transformações significativas ao longo de sua história, movendo-se de um ambiente de alto risco para um modelo de segurança. Essa evolução foi impulsionada por acidentes fatais que expuseram as fragilidades nas medidas de proteção dos pilotos, levando a inovações como o halo e outros equipamentos de segurança.
A história da segurança na F1 é marcada por eventos que chocaram a comunidade esportiva e obrigaram a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a tomar medidas. O trágico fim de semana de Ímola em 1994, onde morreram Roland Ratzenberger e Ayrton Senna, foi um divisor de águas, resultando em uma revisão dos padrões de segurança, como a elevação das laterais do cockpit e testes de impacto mais rigorosos.
Outro acidente marcante foi o de Felipe Massa em 2009, quando uma mola atingiu seu capacete em alta velocidade, evidenciando a necessidade de proteção frontal para o cockpit. Em 2014, a fatal colisão de Jules Bianchi no GP do Japão com um trator durante a chuva reiterou a urgência de inovações, levando ao desenvolvimento do halo, uma estrutura projetada para proteger a cabeça do piloto.
Desde a introdução do halo em 2018, várias inovações de segurança se tornaram essenciais na Fórmula 1. O HANS, um dispositivo de suporte para cabeça e pescoço, é obrigatório desde 2003 e previne lesões em colisões frontais. A célula de sobrevivência, construída em fibra de carbono, absorve impactos e garante a segurança dos competidores, formando uma cápsula resistente em torno do piloto.






