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Comemorações marcam três décadas do Movimento Negro Unificado no Paraná

A Assembleia Legislativa do Paraná promoveu uma audiência pública em homenagem aos 30 anos do Movimento Negro Unificado, destacando a luta contra o racismo e a importância...

Na noite de 13 de maio de 2026, a Assembleia Legislativa do Paraná foi palco de uma audiência pública em comemoração aos 30 anos do Movimento Negro Unificado (MNU) no estado. Proposta pelo deputado Renato Freitas (PT), a cerimônia reuniu representantes de diversas instituições e segmentos da sociedade civil, com o intuito de ampliar o debate sobre temas como racismo estrutural e Igualdade Racial.

Durante o evento, o deputado Freitas, que preside a Comissão de Igualdade Racial, relembrou a origem do movimento em Curitiba. Ele destacou a trágica história de Carlos Adilson Siqueira, um homem negro assassinado em 1996 por um grupo de skinheads, ato que motivou a criação do MNU. “Essa luta pela vida deu origem ao Movimento Negro Unificado aqui em Curitiba. O MNU nos honra e estamos aqui para homenageá-lo”, afirmou Freitas. A data do evento também coincide com o Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo, que é celebrado em 13 de maio, dia da assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil em 1888.

A deputada federal Carol Dartora (PT) também participou das celebrações e ressaltou a relevância do MNU na luta antirracista no Brasil. Para Dartora, a data simboliza a necessidade de abordar a desigualdade racial persistente, resultante de uma abolição que não proporcionou a inclusão efetiva da população negra na sociedade. “Queremos garantir justiça social e uma melhor qualidade de vida para todos”, destacou.

Dalzira Maria Aparecida, liderança religiosa conhecida como “Iyagunã”, enfatizou a importância do movimento não apenas para os negros, mas para todos os movimentos sociais. Ela destacou que a luta é contínua e exige estratégias eficazes para promover equidade e justiça.

O evento também incluiu discussões sobre a legislação que ampliou a definição de Discriminação Racial no Paraná, criando mecanismos de denúncia e estabelecendo sanções administrativas para práticas racistas em estabelecimentos públicos e privados. Essas ações demonstram a evolução das políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade e a proteção dos direitos da população negra.

A celebração dos 30 anos do Movimento Negro Unificado no Paraná não apenas reverencia a trajetória da luta contra o racismo, mas também reforça a necessidade de um comprometimento contínuo com a justiça social e a equidade racial, temas centrais nas discussões atuais da sociedade brasileira.

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