⏳ Carregando previsão...
TOPO 01
TOPO 01

Colono é formalmente acusado pelo assassinato de ativista palestino na Cisjordânia

O Ministério Público de Israel indiciou um colono judeu pelo assassinato de Owdeh Hathaleen, ativista palestino, em um raro caso de responsabilização no contexto da crescente violência...

Na quinta-feira, o Ministério Público de Israel apresentou uma acusação formal contra Yinon Levi, um colono judeu, pelo assassinato de Owdeh Hathaleen, um destacado líder comunitário palestino, ocorrido no ano passado na Cisjordânia. Este indiciamento é considerado raro, uma vez que é a primeira acusação desse tipo em mais de sete anos, em um momento em que a violência perpetrada por colonos tem aumentado no território ocupado.

Levi é acusado de homicídio culposo por imprudência, além de invasão de propriedade com uso de arma e dano doloso à propriedade. As acusações estão relacionadas a um incidente que ocorreu em julho de 2025, quando colonos utilizaram uma escavadeira em uma aldeia palestina chamada Umm al-Khair, resultando em um confronto com os moradores locais.

Owdeh Hathaleen, que foi baleado durante esse confronto, filmou o momento em que foi atingido. Imagens obtidas pelo grupo de direitos humanos B'Tselem mostram Levi sacando uma arma e disparando em direção a Hathaleen, que, ao ser ferido, pode ser ouvido gemendo enquanto cai ao chão.

O colono, que recebeu sanções do Reino Unido e da União Europeia devido a atos de violência contra palestinos, já havia negado sua responsabilidade pelo disparo que resultou na morte de Hathaleen. A Reuters não conseguiu contato com seu advogado para obter comentários sobre o caso.

Este indiciamento ocorre em um contexto de crescente violência na região, intensificada após os ataques do Hamas a Israel, ocorridos em 7 de outubro de 2023, que levaram a uma ofensiva militar de Israel em Gaza. Desde então, a violência dos colonos contra palestinos na Cisjordânia aumentou significativamente, com pelo menos 1.100 palestinos mortos, incluindo 240 crianças, segundo dados das Nações Unidas.

A B'Tselem comentou que a decisão de indiciar Yinon Levi é uma exceção em meio à impunidade geralmente concedida a soldados e colonos que cometem atos de violência contra palestinos. O grupo ressaltou que a última vez que um civil israelense foi indiciado pelo assassinato de um palestino na Cisjordânia foi em 2019.

Sugeridos:

PUBLICIDADE

LATERAL 01
LATERAL 01
LATERAL 01
LATERAL 01