A tendência cluttercore vem ganhando destaque como uma resposta ao minimalismo, que durante anos predominou no cenário da decoração. Enquanto o minimalismo é caracterizado por ambientes limpos e a filosofia do "menos é mais", o cluttercore propõe uma abordagem oposta: ambientes cheios de personalidade, onde objetos como livros, fotografias e lembranças de viagens são exibidos de maneira intencional e significativa.
A proposta do cluttercore é que cada item presente no ambiente tenha uma ligação emocional com os moradores. Assim, a decoração não se limita a seguir tendências passageiras, mas reflete memórias e histórias pessoais. Esse movimento também está alinhado ao crescimento do maximalismo, que valoriza a combinação de cores, texturas e referências diversas em um mesmo espaço. A diferença principal entre maximalismo e cluttercore é que o último prioriza a afetividade, enquanto o primeiro pode focar mais no impacto visual.
Embora um ambiente cluttercore possa parecer visualmente carregado à primeira vista, é essencial distinguir entre uma composição planejada e um espaço desorganizado. Designers ressaltam que a intenção por trás da disposição dos objetos é crucial. Cada livro, quadro, vaso ou lembrança deve ocupar seu lugar por um motivo, seja estético, funcional ou emocional. Dessa forma, o cluttercore se configura como uma curadoria pessoal, onde os itens são organizados de maneira a criar uma profundidade visual que não compromete o conforto do ambiente.
Para aplicar o cluttercore na decoração, recomenda-se começar por um ambiente menor, como uma estante ou um aparador. Essa abordagem permite que os moradores experimentem o estilo antes de expandi-lo por toda a casa. Incorporar itens de brechós ou antiquários também é uma boa prática, pois reduz a necessidade de adquirir novos objetos e valoriza a história familiar, prolongando a vida útil de móveis e acessórios que poderiam ser descartados.
O equilíbrio é um dos principais desafios do cluttercore. Para evitar que a decoração se torne excessiva, é importante avaliar se cada novo objeto realmente possui um valor afetivo, funcional ou estético. Caso contrário, o ambiente pode perder sua identidade e parecer apenas acumulado. Revisar periodicamente os itens expostos é uma estratégia eficaz para manter a organização e garantir que apenas os elementos que continuam fazendo sentido permaneçam no espaço.
Em resumo, o cluttercore não é apenas sobre acumular mais objetos, mas sim sobre cercar-se de elementos que evoquem boas lembranças, expressem a individualidade e façam da casa um lar verdadeiramente vivido.







