O pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes, buscou se distanciar da recente briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro, ambos do PL, nesta sexta-feira (26). Questionado sobre um vídeo em que a ex-primeira-dama acusa Flávio de tê-la humilhado por se opor a uma aliança com ele, Ciro respondeu de forma direta: "Não vi e nem vou ver".
Ciro Gomes ressaltou que a disputa é uma questão do PL nacional e envolve assuntos mais complexos do que as dinâmicas locais. "Eu sigo aqui tranquilo. O eixo do nosso entendimento aqui é um projeto de emancipação do Ceará que nós consideramos que está sendo muito mal tratado", declarou o tucano.
Apesar de sua tentativa de se esquivar, Ciro é um personagem central na confusão que envolve os Bolsonaros. Em dezembro, Michelle já havia criticado a decisão do diretório cearense do PL de apoiar a candidatura de Ciro ao governo do estado, afirmando que não aceitava aliança com alguém que se opõe ao "maior líder da direita".
Flávio Bolsonaro reagiu à crítica nas redes sociais, acusando a madrasta de desrespeitar a vontade do pai. Michelle relatou que, ao tentar ligar para Flávio após suas declarações, ele não atendeu, e quando finalmente retornou a ligação, foi bastante ríspido. "Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política", contou Michelle em um vídeo divulgado na última quarta-feira (24).
Ela descreveu o gesto de Flávio como uma "punhalada" e afirmou que desde então ele não a procurou mais. "Estou respeitando o que ele falou e é só isso", completou a ex-primeira-dama.
A divulgação do vídeo gerou uma crise na pré-candidatura de Flávio à presidência. O presidente do PL nacional, Valdemar Costa Neto, foi enfático ao afirmar que Ciro Gomes é "o principal responsável" pela inelegibilidade de Jair Bolsonaro, citando comentários feitos pelo tucano durante a pandemia que viraram polêmicos novamente com a crise familiar.







