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Cidades sedes da Copa do Mundo enfrentam risco financeiro elevado nos Estados Unidos

Modelo de negócios da Fifa gera preocupações entre cidades que abrigarão o evento em 2026, com custos operacionais pesados e pouca receita local....

O modelo de negócios adotado para a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos levanta sérias preocupações financeiras para as cidades que sediarão os jogos. As prefeituras americanas terão que arcar com custos operacionais significativos, enquanto a Fifa retém a maior parte das receitas, como vendas de ingressos, direitos de transmissão e patrocínios. Estima-se que, apenas para as 11 sedes, as despesas superem os US$ 250 milhões.

Ao contrário de edições anteriores, que contavam com um comitê organizador nacional, a Copa de 2026 segue um modelo descentralizado. Cada cidade americana precisou firmar contratos individualmente com a Fifa, assumindo a totalidade das responsabilidades financeiras e legais. Essa mudança significa que a Fifa não arcará com eventuais prejuízos locais, transferindo todo o risco para as administrações municipais.

A nova estrutura contratual impõe restrições às cidades, que não podem vender assentos premium ou firmar parcerias comerciais que concorram com os patrocinadores globais. Essa limitação dificulta a monetização do fluxo de turistas, deixando as prefeituras dependentes da arrecadação indireta de impostos sobre serviços locais, como hotéis e restaurantes.

Além disso, os custos operacionais elevados e a inflação dos serviços complicam ainda mais a situação financeira das cidades. Algumas delas, como Chicago e Minneapolis, já haviam desistido de sediar o evento em 2018, alegando que as cláusulas do contrato representavam um risco inaceitável para os contribuintes. O então prefeito de Chicago destacou que a cidade não se comprometeria a cobrir potenciais déficits da organização.

A promessa de visibilidade global atrai muitas cidades a receber grandes eventos esportivos. Contudo, o impacto financeiro que a Copa do Mundo pode ter nas contas públicas é significativo, resultando em um legado de dívidas que os moradores precisarão enfrentar long após o término dos jogos. Os desafios financeiros associados a esse evento levantam questões sobre a viabilidade e os benefícios reais de sediar competições desse porte.

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