O vereador Rafael Araújo (PL) afirmou que há conflito de interesses na Comissão Processante que analisa seu pedido de cassação na Câmara de Cianorte. Segundo ele, o presidente da comissão teria vínculo pessoal com o objeto da investigação, já que sua esposa teria comprado do vereador o produto relacionado ao caso — a suposta comercialização de um emagrecedor, que motivou a denúncia contra o parlamentar.
Ainda de acordo com o vereador, a situação se agrava pelo fato de que o produto em questão teria sido adquirido diretamente dele, o que, em sua valiação, comprometeria a imparcialidade necessária para a condução do processo.
O caso teve início com a aprovação da admissibilidade da denúncia pela Câmara Municipal no dia 2 de fevereiro de 2026, durante sessão ordinária. Na ocasião, os vereadores votaram pela abertura do processo de cassação por 9 votos a 1, instaurando a Comissão Processante responsável pela apuração.
Na manifestação pública, Araújo também apontou possível comprometimento político na condução dos trabalhos. Segundo ele, o relator da comissão estaria alinhado ao PSD, partido que subscreve a denúncia apresentada. O vereador sustenta que haveria interesse direto na perda de seu mandato, com eventual substituição por nome ligado à mesma base partidária.
O processo tem origem em investigações que apuram a suposta comercialização irregular de produtos apresentados como suplementos, no âmbito de apuração policial iniciada em 2025.
Diante do cenário, Rafael Araújo afirmou que questiona a legitimidade do processo, alegando possível influência de interesses pessoais e partidários.O vereador declarou que continuará exercendo seu direito de defesa e que confia na apuração dos fatos pelos meios legais.
O caso segue em tramitação no Legislativo de Cianorte, sob questionamentos quanto à condução do processo diante das circunstâncias relatadas. A defesa do vereador, conduzida pelo advogado Dr. Thiago Chamulera, informou que busca a anulação do procedimento por meio das vias judiciais cabíveis.






