A China é um país com um governo forte e um partido que tem poder. Quando tomar decisões, o povo respeitará essas decisões. Isso é algo que não temos no Brasil.
Em meio ao grande escândalo da política brasileira atual, certos movimentos geopolíticos passam quase despercebidos. Um relatório recente produzido para o Congresso dos Estados Unidos chama atenção para um desses movimentos: a crescente presença da China na infraestrutura espacial da América Latina.
Publicado por um comitê especial do Congresso norte-americano dedicado à disputa geopolítica entre os EUA e a China, o documento mostra que o gigante asiático vem construindo uma rede crescente de instalações espaciais na região: antenas de rastreamento, estações de comunicação com satélites, telescópios e centros de monitoramento orbital.
Nas democracias liberais, a ideia de ciência como empreendimento relativamente autônomo ainda conserva algum sentido. Na China comunista, esse conceito simplesmente não existe. A lógica chinesa é de que a pesquisa científica civil e as aplicações militares estão fusionadas.






