O presidente do Chile, José Antonio Kast, esteve em Arica, no extremo norte do país, para o início das obras de uma vala na fronteira. A medida visa dificultar a entrada de imigrantes irregulares. As valas terão aproximadamente três metros de profundidade e serão complementadas com muros de cerca de cinco metros em trechos específicos.
As intervenções fazem parte de um plano mais abrangente de controle migratório que se estenderá por cerca de 500 quilômetros ao longo da fronteira norte chilena. Durante a visita, Kast enfatizou que essa iniciativa é apenas o começo de um conjunto de ações para reforçar a vigilância na região. A participação de equipes responsáveis pela instalação das barreiras físicas é essencial para o projeto.
O governo chileno assegura que a estratégia não implica militarização da fronteira, mas sim uma modernização do sistema de controle para reduzir a entrada irregular de migrantes. Uma das primeiras obras ocorre no Complexo Fronteiriço de Chacalluta, entre os marcos fronteiriços 1 e 15, e a vala deverá ocupar aproximadamente 600 metros.
O plano também inclui a construção de muros em trechos da fronteira com a Bolívia, áreas frequentemente utilizadas por migrantes. A expectativa é que as primeiras etapas das obras sejam concluídas em cerca de 90 dias.






