Israel e Líbano decidiram prorrogar o cessar-fogo iniciado em 16 de abril pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por mais 45 dias. O acordo original estava previsto para terminar no próximo domingo, 17.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira, 15, que as negociações realizadas em Washington entre os representantes de ambos os países foram consideradas "altamente produtivas". O governo americano também informou que novas rodadas de discussões estão agendadas para os dias 2 e 3 de junho.
Tommy Piggott, porta-voz do Departamento de Estado, destacou que a extensão da trégua visa criar oportunidades para avanços diplomáticos e diminuir a escalada militar na região. As conversas desta semana representaram o terceiro encontro entre os dois lados desde o aumento dos ataques israelenses ao Líbano.
A intensificação do conflito teve início em 2 de março, quando o grupo terrorista Hezbollah lançou mísseis em direção a Israel, pouco após o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Desde então, Israel intensificou suas operações aéreas e terrestres no sul do Líbano, visando estruturas do Hezbollah, com ataques que afetaram diversas cidades e vilarejos locais.
De acordo com dados das autoridades locais, o conflito resultou na morte de mais de 2,9 mil pessoas e deixou cerca de 9 mil feridos desde o agravamento das hostilidades. A situação forçou pelo menos 1 milhão de pessoas a abandonarem suas residências devido às ofensivas. Os ataques do Hezbollah também causaram a morte de dezenas de militares israelenses.
A prorrogação do cessar-fogo ocorre no contexto dos esforços dos Estados Unidos para evitar uma nova escalada de violência no Oriente Médio. Nos últimos dias, Israel e Líbano trocaram acusações sobre violações da trégua, mas Washington continua a buscar a manutenção das negociações e a aumentar a pressão internacional por estabilidade na região.







