Um caso de estupro ocorrido em 2013 em Ponta Grossa, no Paraná, foi solucionado mais de uma década depois graças ao cruzamento de dados do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). A identificação do suspeito foi possível após a comparação automatizada de perfis de DNA, permitindo a reabertura do inquérito e a responsabilização do autor.
O resultado evidencia o papel estratégico da genética forense nas investigações criminais, inclusive em casos antigos sem autoria definida. O material biológico coletado à época foi preservado e inserido no banco, possibilitando que, anos depois, a tecnologia conectasse evidências e apontasse o responsável pelo crime.
A identificação foi feita a partir de rotina automatizada de buscas entre os perfis inseridos no banco estadual. O sistema está configurado para executar essas buscas automaticamente, em periodicidade semanal, comparando novos perfis inseridos com os já existentes na base de dados.
Com a identificação, a Polícia Civil notificou a Justiça, que determinou a reabertura do inquérito policial. O Ministério Público ofereceu denúncia pelo crime de estupro contra o investigado, que está preso em outro Estado por crimes distintos.








