A deputada paranaense Carol Dartora (PT) protocolou na Polícia Federal a abertura de um inquérito após receber ameaças de morte e de violência sexual em seu e-mail institucional. As ameaças foram enviadas na noite de domingo, acompanhadas de ofensas de teor racista, misógino e homofóbico, utilizando um endereço de serviço criptografado que dificulta a identificação do remetente.
Além da Polícia Federal, a denúncia foi encaminhada ao Ministério da Justiça, à Procuradoria Geral da República e ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Em ofício, Dartora classificou o conteúdo da mensagem como de “violência extrema”, ressaltando que as ameaças estão ligadas à sua condição de mulher negra em posição de poder político.
Dartora enfatizou a importância de não permitir que o terror racial e de gênero exclua vozes representativas da democracia. A parlamentar, que é a primeira vereadora negra eleita em Curitiba e atualmente está em seu primeiro mandato como deputada federal, é autora de projetos de lei voltados ao combate à “misoginia digital”.
Os projetos visam tipificar crimes relacionados a ataques coordenados e a responsabilizar plataformas digitais pelo monitoramento e remoção de conteúdos preconceituosos. A proposta busca inviabilizar economicamente a prática de influenciadores e empresas que lucram com discursos de ódio contra as mulheres.






