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Cármen Lúcia responde a críticas sobre urnas eletrônicas: ‘é apenas um descontentamento’

A ministra Cármen Lúcia, do STF, rebateu os recentes questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas, considerando-os como descontentamento sem relevância. Ela reafirmou a confiança no sistema...

A ministra Cármen Lúcia, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), minimizou os novos questionamentos acerca da segurança das urnas eletrônicas, que ganharam destaque após declarações do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Para a ministra, as críticas ao sistema eleitoral representam "apenas mais um descontentamento".

Em sua avaliação, Cármen Lúcia observou que esses questionamentos não possuem a mesma força que tiveram em momentos anteriores, especialmente entre 2021 e 2022. Ela qualificou as críticas atuais como "apenas mais um resmungo, uma arenga". A ministra, que já presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em duas ocasiões, deixou o cargo em maio deste ano e foi a primeira mulher a ocupar essa posição, tendo comandado as eleições municipais de 2012 e 2024.

Durante sua participação na Feira Literária Internacional de Paraty, Cármen Lúcia reafirmou sua convicção na "segurança, higidez e transparência" do processo eleitoral e das urnas eletrônicas. Embora não tenha mencionado diretamente Flávio Bolsonaro, que questionou a segurança das urnas em uma reunião com embaixadores, a ministra destacou que a aceitação popular das urnas é evidente. Em 2026, as urnas eletrônicas completam 30 anos de implementação pela Justiça Eleitoral.

A ministra ressaltou que a expressão "nossa urna" ou "minha urna" é frequentemente utilizada pela população, o que demonstra uma relação de identificação com o sistema eleitoral. Ela também mencionou melhorias feitas nas urnas para garantir um acesso mais seguro para pessoas com deficiência auditiva e visual.

As declarações de Flávio Bolsonaro, que foram mal recebidas no TSE e no STF, foram classificadas como "graves" por ministros das duas cortes. Após a repercussão negativa, o pré-candidato do PL negou ter questionado a segurança das urnas eletrônicas ou a integridade do sistema eleitoral brasileiro.

O assunto também foi abordado por outros membros da família Bolsonaro, incluindo o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e os deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC). A Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PV e PCdoB, protocolou uma ação no TSE solicitando a remoção das publicações relacionadas e a aplicação de multa de R$ 30 mil a cada um dos mencionados, incluindo Flávio Bolsonaro.

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