A doação de órgãos é um procedimento que pode salvar vidas e melhorar a qualidade de vida de pacientes com condições de saúde críticas. No Paraná, o SISTEMA de transplantes tem demonstrado um desempenho positivo, resultado de um trabalho organizado e responsável que se inicia com a busca por doadores nos hospitais. Recentemente, seis novas unidades de saúde foram integradas a esse SISTEMA, ampliando as capacidades de captação.
As Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) estão no coração desse processo, atuando como unidades operacionais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e da Central ESTADUAL de Transplantes. Além de identificar potenciais doadores, as OPOs oferecem suporte técnico e humano, assegurando que as doações sejam realizadas de maneira ética e ágil. Atualmente, o Estado possui quatro OPOs localizadas em Cascavel, Curitiba, Londrina e Maringá.
Essas OPOs são compostas por equipes multiprofissionais, que incluem enfermeiros, médicos, assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais que atuam em apoio técnico-administrativo. No total, são cerca de 38 pessoas dedicadas a atender as diferentes macrorregiões do Estado. Casos recentes evidenciam a importância desse trabalho em equipe, como a captação inédita registrada em 2025 pela OPO de Maringá no Instituto Bom Jesus de Cianorte e a primeira captação no Hospital Regional de Ivaiporã, realizada pela OPO de Londrina.
A OPO de Cascavel também teve um avanço significativo ao registrar a primeira captação de órgãos no Hospital Geral Intermunicipal Doutor Aryzone Mendes de Araújo, situado em Francisco Beltrão. Em Curitiba, o ano de 2025 foi marcado por três novas captações no Hospital e Maternidade Luiza, refletindo o comprometimento das equipes envolvidas.
A rede de transplantes No Paraná é ainda mais robusta com a presença de cinco laboratórios de histocompatibilidade e três de sorologia, além de três bancos de tecidos, um deles de multitecidos, envolvendo cerca de 700 profissionais especializados. Essas estruturas são essenciais para garantir a segurança e eficácia dos transplantes realizados no Estado.
Com um esforço contínuo para melhorar o SISTEMA, o Paraná se destacou em 2025 como o estado com a menor taxa de RECUSA familiar para doações de órgãos, mantendo um índice de 30%, em comparação ao índice nacional de 45%. Esse sucesso é resultado do fortalecimento estratégico do SISTEMA ESTADUAL de Transplantes, que colabora com estados vizinhos, como Santa Catarina.






