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Câmara dos Deputados analisa projeto que obriga SUS a aceitar exames da rede privada

O Projeto de Lei 1123/25, de Nikolas Ferreira, busca garantir que unidades do SUS aceitem exames realizados em clínicas e hospitais privados, visando a agilidade no atendimento...

O Projeto de Lei 1123/25, proposto pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), está atualmente sob análise na Câmara dos Deputados e visa obrigar as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) a aceitar exames realizados em estabelecimentos privados. A proposta, que altera a Lei Orgânica da Saúde, estipula que o Ministério da Saúde será responsável por regulamentar os prazos de validade, os requisitos técnicos e os padrões de qualidade dos exames aceitos.

Nikolas Ferreira destacou que, frequentemente, hospitais públicos não aceitam exames realizados na rede privada, o que tem gerado atrasos em tratamentos cirúrgicos e afetado negativamente a saúde de muitos pacientes. A estimativa é de que mais de um milhão de pessoas estejam na fila aguardando a realização de cirurgias eletivas no SUS em todo o Brasil. Ferreira apontou que a repetição de exames já feitos em clínicas privadas é uma das causas dessa demora, o que leva muitos pacientes a escolherem realizar exames fora do SUS para acelerar seu tratamento.

"Muitas vezes, os pacientes optam por realizar exames na rede privada para agilizar o tratamento, mas, ao chegar aos hospitais públicos, esses exames são frequentemente desconsiderados, resultando em procedimentos duplicados e na utilização ineficaz de recursos", afirmou Ferreira.

O deputado acredita que a aprovação do projeto contribuiria para diminuir a sobrecarga nos laboratórios públicos e evitaria a repetição de exames, permitindo que pacientes que realmente necessitam de atendimento na rede pública possam ser atendidos de forma mais rápida. Ferreira ressaltou que a agilidade no tratamento é crucial, especialmente em casos de doenças crônicas ou graves, pois impacta diretamente na recuperação do paciente.

Atualmente, a proposta está sendo analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Saúde e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Com a urgência aprovada, o projeto poderá ser discutido diretamente no Plenário da Câmara. Para que se torne lei, é necessária a aprovação tanto na Câmara quanto no Senado.

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