Três pessoas permanecem desaparecidas nos escombros de um prédio em construção que desabou na Penha, zona leste de São Paulo, na madrugada de sábado (12). O incidente resultou na morte de três pessoas, entre elas, duas mulheres, uma delas grávida, e um homem. Duas vítimas foram resgatadas com ferimentos leves e encaminhadas para hospitais da região.
As operações de resgate, que já se estendem por 30 horas, continuam na manhã deste domingo (13). O Corpo de Bombeiros mobilizou 22 viaturas e 70 agentes, além de um cão de busca e salvamento, para localizar os desaparecidos. As equipes estão utilizando maquinário para auxiliar na remoção de grandes estruturas e facilitar as buscas.
O desabamento ocorreu por volta das 2h na Rua Tequici, quando a construção do prédio, realizada pela construtora New Home, caiu sobre uma residência onde moravam famílias de origem boliviana. O advogado da construtora, Alexandre Sampi, afirmou que a obra possuía alvará e estava regular, garantindo que a empresa está fornecendo todo o suporte necessário às vítimas.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que visitou o local, informou que a construção tinha autorização para 11 andares. Uma vistoria realizada em fevereiro de 2024 havia permitido a continuidade da obra, após a confirmação de que uma demolição necessária havia sido realizada. Contudo, Nunes revelou que a demolição não ocorreu e anunciou que a funcionária da subprefeitura responsável pela vistoria será investigada.
Além disso, o prefeito declarou que os responsáveis pela construtora serão detidos. As investigações buscarão esclarecer as causas do desabamento, que só poderão ser determinadas por meio de um laudo técnico. O trabalho das equipes de resgate continua em busca de respostas e da localização dos desaparecidos.





