O grupo de trabalho (GT) formado entre Brasil e Estados Unidos para discutir tarifas comerciais dará início às suas atividades já na próxima semana. A criação desse colegiado foi formalizada durante um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Donald Trump, ocorrido na última quinta-feira, dia 7.
O Palácio do Planalto considera que a reunião presidencial pode proporcionar um respiro ao Brasil, afastando temporariamente a possibilidade de novas tarifas por parte dos EUA. Contudo, a análise é de que o risco de taxação ainda não foi completamente eliminado, dado o caráter imprevisível do presidente republicano.
A resolução sobre tarifas e o término da investigação envolvendo o Brasil na chamada “seção 301” dependerão das negociações entre os dois países, conforme apontam assessores de Lula. Assim, a criação do GT é vista como um passo significativo, com um prazo de 30 dias estabelecido para as discussões.
Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, comentou sobre os avanços possibilitados pela formação do GT. Em sua fala, ele enfatizou que o novo formato de discussão permitirá que as decisões sejam tomadas em um nível superior, ao contrário das conversas anteriores que careciam de poder decisório.
“Antes, as equipes técnicas discutiam os fundamentos da seção 301 sem a capacidade de decidir. Agora, a situação mudou, pois ambos os lados têm poder para negociar”, declarou Rosa, reforçando a importância do progresso alcançado.
Apesar do otimismo, o Planalto acredita que um acordo só será viável caso o Brasil esteja disposto a fazer algumas concessões aos Estados Unidos. A expectativa é de que os representantes de Trump busquem obter algum tipo de vitória nas negociações, que possam ser apresentadas como uma conquista interna.






