Um atentado ocorrido Em Berlim no último sábado (25/07) durante a Marcha do Orgulho LGBTQ+ resultou na morte de uma mulher polonesa e feriu outras 29 pessoas, algumas em estado grave. O incidente teve início por volta das 22h, quando uma van branca acelerou em direção a uma multidão que se dispersava nas proximidades do Portão de Brandemburgo, famoso ponto turístico da capital alemã.
A van percorreu a rua Ahornsteig, que é paralela à Lennéstrasse, atropelando diversas pessoas antes de colidir com uma árvore. Após o acidente, o motorista abandonou o veículo e fugiu do local. A vítima fatal, uma mulher de 65 anos, estava Em Berlim com a filha para participar do evento, que é conhecido na Alemanha como Christopher Street Day (CSD).
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Polônia, Maciej Wewior, expressou sua indignação ao confirmar que a vítima era uma cidadã polonesa. O tabloide alemão Bild informou que a filha da mulher sobreviveu ao ataque, mas não foram divulgados mais detalhes sobre seu estado de saúde.
O principal suspeito do atentado foi identificado como Abdul B., um jovem de 21 anos, cidadão alemão e filho de mãe libanesa. Ele possuía antecedentes criminais e estava associado a grupos islamistas Em Berlim. Após o ataque, Abdul B. foi abordado pela polícia e, ao avançar em direção aos agentes com uma arma branca, foi baleado e não sobreviveu aos ferimentos.
Abdul B. havia sido preso anteriormente sob a acusação de tentar se juntar ao Estado Islâmico (EI) na Síria em 2025, mas foi detido no Líbano e levado de volta à Alemanha em novembro do mesmo ano. Ele havia sido condenado por preparar um ato violento que ameaçava a segurança do Estado, com o Ministério Público solicitando uma pena de dois anos e dez meses.
A série de atropelamentos em massa na Alemanha, que já ocorreram em cidades como Munique (2025), Magdeburg (2024), Trier (2020) e Berlim (2016), levantou discussões sobre segurança pública durante a campanha eleitoral que precedeu as últimas eleições parlamentares. Com isso, autoridades municipais implementaram medidas de segurança mais rigorosas, como a instalação de barreiras nas mais de 3 mil feiras de Natal do país, visando prevenir novos incidentes.







