Uma audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) discutiu na manhã de terça-feira, 31, o despejo de famílias pela Copel devido à ocupação de áreas próximas a linhas de transmissão de energia elétrica. Estimativas indicam que cerca de dez mil famílias estão nessa situação em todo o estado.
Proposta pelo deputado Arilson Chiorato (PT), a audiência gerou duas frentes de atuação: uma envolvendo o poder público e outra com moradores e movimentos sociais. Uma das primeiras medidas discutidas foi a formação de um grupo de trabalho interinstitucional, envolvendo a Alep, Executivo, prefeituras, Defensoria Pública, Ministério Público e Copel, com o objetivo de estabelecer comunicação direta e buscar soluções para os despejos.
Durante o evento, foi fundada a Associação Contra os Abusos da Copel (Acop), que reunirá moradores ameaçados de despejo e representantes da sociedade. Famílias de Almirante Tamandaré e São José dos Pinhais estiveram presentes, relatando a perda ou o risco de perder seus lares devido à proximidade das torres de transmissão.
A Copel não compareceu à audiência, mas enviou uma carta reafirmando sua obrigação legal de manter as áreas livres, destacando o risco à segurança das pessoas em áreas de alta tensão. A empresa também mencionou sua participação nas tratativas junto à Comissão de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça do Paraná.








