O Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC) da Argentina anunciou os dados da inflação oficial de janeiro de 2026. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou um aumento de 2,9% em relação a dezembro de 2025, resultando em uma inflação interanual de 32,4%.
Os segmentos que mais contribuíram para essa elevação foram alimentos e bebidas não alcoólicas, com um aumento de 4,7%, e restaurantes e hotéis, que registraram alta de 4,1%. Em contrapartida, educação teve a menor variação, com 0,6%, e roupas e calçados apresentaram uma queda de 0,5%.
A Região Nordeste da Argentina, que inclui a província de Misiones e a cidade de Puerto Iguazú, teve a inflação regional mais alta, com 3,8%. A Grande Buenos Aires, a área mais populosa, ficou em 2,8%. O aumento de até 13% nas tarifas de eletricidade, gás e combustíveis foi um fator decisivo para a inflação no Nordeste.
O governo argentino estima uma inflação de 20% para 2026, embora previsões de mercado apontem para um índice superior. Em 2025, o IPC foi de 31,5%, significativamente abaixo dos 117,4% de 2024 e dos 211,4% de 2023.






