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Aliados de Lula analisam a candidatura de Marçal na corrida presidencial

A entrada de Pablo Marçal na disputa pela Presidência da República gera divisões entre os aliados de Luiz Inácio Lula da Silva, que avaliam possíveis impactos na...

A entrada de Pablo Marçal, do PRTB, na disputa pela Presidência da República provoca reações divergentes entre os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora haja uma avaliação comum de que a candidatura do ex-coach não deve impactar negativamente Lula, muitos acreditam que a Justiça Eleitoral irá barrar a candidatura de Marçal, que se registrou em cima da hora, no último dia para candidaturas.

Na análise da cúpula petista, dois cenários emergem a partir da candidatura de Marçal. O primeiro é encarado como favorável para Lula, pois a candidatura poderia fragmentar os votos, atraindo uma parte do eleitorado indeciso e, potencialmente, tirando votos de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Com Lula liderando as pesquisas, essa divisão de votos poderia ser benéfica ao presidente.

Entretanto, um outro grupo dentro do partido acredita que o impacto será mais sutil. Esse grupo argumenta que Marçal perdeu credibilidade após ter promovido ataques e a divulgação de um laudo falso contra Guilherme Boulos (PSOL) nas eleições municipais de 2024. Assim, consideram que, pela trajetória política de Marçal, é pouco provável que ele retire votos de Flávio ou de Lula.

Nos bastidores da campanha petista, circula a hipótese de que a entrada de Marçal na disputa possa ser uma estratégia para atuar em conluio com Flávio Bolsonaro. Aliados de Lula levantam a possibilidade de que o ex-coach sirva como uma espécie de “testa de ferro” do senador, citando uma declaração de Marçal onde afirma que “não criará problemas para Flávio Bolsonaro”.

Marçal, que já havia disputado a Prefeitura de São Paulo em 2024, é lembrado por sua abordagem agressiva nas campanhas, especialmente durante debates e por sua estratégia de divulgação de cortes nas redes sociais. Ele foi condenado à inelegibilidade por abuso de poder econômico, relacionado a um campeonato de cortes promovido durante sua campanha, e atualmente recorre da decisão. A expectativa entre os interlocutores é de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barre sua candidatura.

Vale ressaltar que Marçal já havia se lançado à Presidência em 2022, mas sua candidatura foi impugnada em decorrência de problemas no PROS, partido ao qual estava filiado. Naquele ano, ele também tentou uma vaga como deputado federal, mas não assumiu o cargo devido a restrições impostas pela Justiça Eleitoral.

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