A possibilidade de um "super El Niño" tem gerado preocupação entre meteorologistas, tanto No Brasil quanto no exterior. Recentemente, centros internacionais aumentaram as estimativas para o desenvolvimento desse fenômeno climático, que pode ocorrer já em 2026. A National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência climática dos Estados Unidos, aponta uma probabilidade superior a 80% para a formação do El Niño nos próximos meses.
Modelos climáticos europeus também indicam um aquecimento significativo do Oceano Pacífico Equatorial, semelhante ao que aconteceu em eventos passados considerados muito fortes. Essa situação levanta preocupações sobre possíveis secas, enchentes, ondas de calor e impactos negativos na produção agrícola em várias regiões do mundo.
O El Niño é um fenômeno natural que ocorre devido ao aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial. Essa alteração afeta a circulação atmosférica, influenciando os padrões de chuva, temperatura e vento em diversas partes do planeta. Embora o fenômeno se origine no Oceano Pacífico, seus efeitos são sentidos em regiões da América do Sul, Ásia, África e América do Norte.
Especialistas ressaltam que a diferença principal entre um El Niño comum e um evento classificado como muito forte está na intensidade do aquecimento das águas. Atualmente, as projeções sugerem uma alta chance de formação do fenômeno, mas ainda existe incerteza quanto à intensidade que ele poderá alcançar. A NOAA estima que há 82% de probabilidade de o El Niño se desenvolver entre maio e julho, com 96% de chance de que ele permaneça ativo no final de 2026 e início de 2027.
Os meteorologistas advertem que as previsões feitas entre março e maio tendem a ser menos confiáveis devido à chamada "barreira de previsibilidade", um período em que a interação entre o oceano e a atmosfera dificulta as simulações climáticas. No Brasil, os efeitos mais frequentes do El Niño incluem o aumento das chuvas na região Sul, a diminuição das precipitações no Norte e em partes do Nordeste, além de uma maior irregularidade climática no Sudeste e Centro-Oeste.
Além disso, há projeções de que a frequência de ondas de calor aumente, o que pode impactar a agricultura, a geração de energia e o abastecimento de água. O setor elétrico está atento a essa situação, pois períodos prolongados de seca podem reduzir os níveis dos reservatórios das hidrelétricas e aumentar os custos de geração de energia.







