O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) ouviu na tarde desta segunda-feira (9) o depoimento do deputado Ricardo Arruda. Ele é acusado de quebra de decoro parlamentar por ofensas dirigidas à ministra Cármen Lúcia, do STF, durante uma sessão plenária em setembro de 2025.
A representação contra Arruda foi protocolada por várias deputadas, que alegam que suas declarações ultrapassaram os limites constitucionais e regimentais, evidenciando menosprezo à condição feminina e atacando a dignidade das mulheres em posições de poder. Em sua defesa, Arruda afirmou que sua crítica foi institucional e não pessoal, rebatendo uma fala de Cármen Lúcia na qual ela se referiu à população como “pequenos tiranos”.
Ele também negou que suas palavras tivessem o intuito de ofender as deputadas e ressaltou que sua postura crítica se estende a membros do STF em geral. A defesa foi seguida por questionamentos de outros parlamentares, e, como não houve solicitação de testemunhas, o processo avança para a fase de alegações finais.
Além disso, o colegiado designou Tito Barichello como relator de uma nova representação apresentada por Arruda contra o deputado Goura, que envolve falas consideradas irregulares nas redes sociais. A denúncia contra Goura também está em andamento, refletindo as tensões políticas atuais na Alep.






