Na manhã de segunda-feira, 4, um avião de pequeno porte caiu em um prédio residencial na região central de Belo Horizonte, logo após decolar do Aeroporto da Pampulha. O incidente resultou na morte de três pessoas, incluindo o piloto Wellington Oliveira, de 34 anos, e Fernando Moreira Souto, de 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha, em Minas Gerais. O empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, não sobreviveu aos ferimentos e faleceu no hospital.
A aeronave envolvida no acidente era um Embraer EMB-721C, um modelo frequentemente utilizado na aviação executiva para voos regionais. Fabricada em 1979 pela Embraer, na antiga divisão Neiva, a aeronave fazia parte da família Seneca, voltada para a aviação geral. Com o prefixo PT-EYT, estava regular e possuía um certificado de aeronavegabilidade válido até abril de 2027, além de autorização para voos visuais, incluindo durante a noite.
O modelo do avião comporta até seis ocupantes, incluindo o piloto, e tem um peso máximo de decolagem de 1.633 quilos. No momento do acidente, cinco pessoas estavam a bordo. Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, filho de Leonardo, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos, estão internados em estado grave.
Testemunhas relataram que a aeronave perdeu altitude logo após a decolagem e colidiu com um edifício de três andares, situado a cerca de seis quilômetros do aeroporto. Imagens do local mostram que o avião ainda planou entre os prédios antes do impacto. A queda provocou um vazamento de combustível no estacionamento de um mercado próximo, embora não haja risco de explosão no momento.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou que o avião operava sob as regras da aviação geral (RBAC 91), que exigem habilitação específica para pilotos de aeronaves multimotor terrestres, um requisito comum na aviação privada. O acidente levanta questões sobre a segurança das operações aéreas na região e a manutenção das aeronaves utilizadas em voos executivos.






