O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou no dia 24 de agosto de 2026 a Polícia Federal (PF) a obter acesso a dados de uma investigação que envolve a produtora Go Up Entertainment, responsável pela cinebiografia Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão foi motivada por um pedido da PF para acessar informações de uma operação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, que investiga contratos firmados entre a produtora e a prefeitura de São Paulo. O foco da apuração é o envio de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, uma entidade vinculada à produtora.
Os repasses, que totalizam R$ 2 milhões, foram trazidos à tona após Flávio Dino assumir a relatoria do inquérito que investiga possíveis desvios na destinação desses recursos. As emendas foram apresentadas pelo deputado federal Mario Frias, do PL-SP.
A situação chegou ao STF mediante uma representação feita pela deputada Tabata Amaral, do PSB-SP. As informações sobre o caso foram divulgadas pela Agência Brasil.
O filme Dark Horse, que retrata a trajetória política de Bolsonaro, ganhou notoriedade após o site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, solicitou recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações do longa.
Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, que ocorreu em novembro do ano anterior, o senador negou qualquer acordo que lhe concedesse vantagens indevidas e assegurou que os recursos mencionados eram de origem privada.





