A escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no desfile do Grupo Especial do carnaval carioca, foi rebaixada para a Série Ouro após a apuração das notas dos jurados. O desfile gerou controvérsias pela exaltação a Lula e pela apresentação do ex-presidente Jair Bolsonaro como um palhaço preso entre grades, além das críticas a seus apoiadores.
A Acadêmicos de Niterói ficou atrás em todos os quesitos pontuados, com a menor pontuação em fantasias. O enredo, que retratou a história de Lula, foi considerado o pior entre as 12 escolas. Os pontos em alegoria, adereços, bateria, mestre-sala e porta-bandeira também foram insatisfatórios.
O desfile enfrentou ações da oposição no Tribunal Superior Eleitoral, que rejeitou o pedido do Partido Novo para barrar a apresentação, alegando propaganda eleitoral antecipada. A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, destacou que o desfile não poderia ser visto como um salvo-conduto para crimes eleitorais.
O rebaixamento representa um revés para a iniciativa de Lula de prestigiar o carnaval. O samba-enredo, intitulado "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", narrou a trajetória do presidente e incluiu referências a programas sociais e críticas a opositores.






