O Palmeiras viveu um período conturbado nos anos 2000, marcado por rebaixamentos e campanhas decepcionantes. Torcedores lembram com nostalgia de momentos difíceis, como a famosa "turma do amendoim" que protestava nas arquibancadas. Essa fase de angústia se intensificou, especialmente com a concorrência de rivais que conquistavam títulos importantes.
A virada para o clube começou em 2013, quando Paulo Nobre assumiu a presidência. No seu primeiro ano, o Palmeiras estava na Série B e enfrentava a reforma do Palestra Itália. Em 2014, Nobre promoveu mudanças que foram cruciais, investindo R$ 200 milhões de seu próprio bolso para quitar dívidas e reformular o elenco. A equipe escapou do rebaixamento na última rodada do Campeonato Brasileiro, já no Allianz Parque.
Com a reestruturação financeira, o Palmeiras começou a se destacar novamente no cenário nacional e internacional. A parceria com a Crefisa possibilitou a contratação de jogadores renomados, como Dudu, e resultou em conquistas significativas, incluindo a Copa do Brasil e a Recopa Sul-Americana.
A equipe se consolidou como uma força temida na Libertadores da América, conquistando dois títulos e alcançando as fases finais em diversas edições. Desde 2016, o Palmeiras alcançou as oitavas de final em 2017, as semifinais em 2018 e as quartas em 2019. Em 2020 e 2021, o clube se tornou tricampeão da Libertadores.
Nos anos seguintes, o Palmeiras continuou a se destacar, chegando a semifinais em 2022 e 2023 e sendo eliminado nas oitavas de 2024. Em 2025, o time foi vice-campeão após perder para o Flamengo. Ao todo, o Palmeiras já participou de 26 edições da Libertadores, tornando-se o clube brasileiro com mais participações na história do torneio.
Essa ascensão ao status de Potência na América do Sul foi acompanhada pela presidência de Leila Pereira, que deu continuidade ao trabalho iniciado por Nobre, solidificando a posição do Palmeiras como um dos principais clubes do continente.





