A Copa do Mundo, criada em 1930 e gerida pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), é afetada por crises geopolíticas. O conselho da Fifa tem banido seleções de competições em resposta a invasões, segregações e violações de direitos humanos.
Após a Segunda Guerra Mundial, a Fifa impediu a participação da Alemanha e do Japão na edição de 1950, como punição pelos danos causados durante o conflito. A África do Sul foi suspensa entre 1970 e 1990 devido ao regime do Apartheid, e sua exclusão só foi revogada após mudanças políticas.
Na década de 1990, a Iugoslávia foi banida das eliminatórias de 1994 por conta da Guerra dos Bálcãs. Mais recentemente, em 2022, a Rússia foi removida das qualificatórias europeias após a invasão da Ucrânia, e essa punição se manteve para o ciclo seguinte.
A Fifa se baseia em artigos de seu regulamento para suspender federações. O Artigo 16 permite a suspensão imediata de associações que violam obrigações, enquanto o Artigo 2 foca na promoção do futebol pela paz. Interferências governamentais resultam em punições, como visto com Chade, Índia, Quênia e Zimbábue nos últimos anos.








