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Testemunha relata que rapaz foi deixado para trás no Pico Paraná apesar de estar mal

Uma testemunha que escalou o Pico Paraná junto com o rapaz que desapareceu na virada do ano falou com exclusividade ao Balanço Geral, da Ric RECORD. Fábio...

Uma testemunha que escalou o Pico Paraná junto com o rapaz que desapareceu na virada do ano falou com exclusividade ao Balanço Geral, da Ric RECORD. Fábio relatou que Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, foi deixado para trás na trilha duas vezes pela amiga que o acompanhava, mesmo sabendo que ele estava em dificuldade e havia passado mal. O Parque Estadual Pico Paraná fica em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Fábio disse que Roberto vomitou na subida ao cume e tinha sinais evidentes de exaustão física e desidratação. Ainda assim, Thauane decidiu seguir em frente na trilha e chegar sozinha no topo do pico. Na volta ao acampamento, ela teria feito a mesma coisa, Também em entrevista à Ric RECORD, Thauane negou que tenha abandonado o amigo. Ainda bastante abalada com a situação, ela chorou ao comentar que poderia ter sido diferente, caso tivesse esperado Roberto na trilha. “Eu fico com pensamento ruim por ter deixado ele para trás, por ter me separado dele. Se eu não tivesse me separado, talvez não teria acontecido isso, porque quem tem mais experiência era eu”, afirmou ao repórter Tiago Silva. Montanhista experiente, Fábio contou que conheceu os dois na quarta-feira (31), quando chegou no acampamento 1 em meio a uma chuva. Eles conversaram, trocaram um pouco de comida, como frutas e bolachas, e foram dormir. Antes, combinaram de acordar às 3 horas do dia 1º e subir juntos o trecho final, sem levar mochilas, só o básico, como lanternas e celular. No caminho, Fábio disse que chegou a ceder uma de suas lanternas para Roberto, ao ver que ele tinha trazido um equipamento que não era próprio para atividade de montanhismo. “Nós começamos a subir em direção ao cume num passo tranquilo, quando a moça que estava acompanhando o Roberto saiu em disparada, sozinha, na frente de todo mundo, deixando o menino para trás”, afirmou. A testemunha afirmou que viu no gesto de Thauane mais uma demonstração de imperícia por inexperiência do que de vontade de abandonar o amigo. O problema foi o que aconteceu depois. “Quando chegamos na região da esfinge, que fica a uns 20 minutos do cume, o Roberto começou a passar muito mal. Ele vomitou, começou a dar indicativos de exaustão física e desidratação. Num primeiro momento, a gente tentou convencer ele a parar por ali, mas, devagarzinho, ele chegou ao cume. O sol já tinha nascido, ele ficou bem feliz por ter conseguido”, relatou a testemunha. Montanhista chamou a atenção da amiga de Roberto Lá no alto do Pico Paraná, eles encontraram Thauane. Roberto deu um abraço nela e Fábio se sentiu na obrigação de chamar a atenção dela pelo que tinha ocorrido. “Eu alertei a menina. Disse, ‘olha, o que vc fez foi errado, aqui é um ambiente hostil, não se anda sozinho, é ruim para sua segurança e é ruim para segurança do seu amigo’”, explicou. Os dois amigos então decidiram descer antes e Fábio ficou mais um tempo no cume. Quando chegou de volta ao acampamento.

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