Queda de Boeing na Índia: Aeronave já havia sido aterrada por risco de incêndio

Um Boeing 787-8 Dreamliner da Air India caiu e explodiu nos arredores de Ahmedabad, na Índia, nesta quinta-feira (12), vitimando 242 pessoas. O acidente levanta preocupações sobre a segurança do modelo, considerado um dos mais modernos em operação. A aeronave já havia sido proibida de voar em 2013, após uma série de incidentes graves envolvendo superaquecimento de baterias.
Na época, investigações apontaram para o risco de incêndios causados por falhas nas baterias de íon-lítio, componentes considerados leves, mas que se mostraram problemáticos. A suspensão dos voos durou até que a Boeing implementasse modificações nas baterias e seus sistemas de controle. Além disso, relatos recentes indicam problemas na linha de produção e qualidade de fabricação do 787 Dreamliner, como peças mal instaladas e componentes defeituosos.
Apesar do histórico de problemas, este é o primeiro acidente com vítimas fatais envolvendo o Boeing 787 Dreamliner. Contudo, incidentes recentes já haviam acendido o alerta na comunidade da aviação. No início do ano, um voo da United Airlines sofreu uma perda abrupta de altitude devido a falhas em sistemas inerciais, resultando em ferimentos em dezenas de passageiros.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) também está investigando um mergulho inesperado de um voo da Latam no ano passado. A Latam, inclusive, opera modelos 787-8 e 787-9 em sua frota desde 2012. A empresa sul-americana destaca a importância do modelo em sua frota e descreve o Boeing 787-8 como “uma conquista na indústria da aviação”.
Com mais de 1.100 unidades em operação em todo o mundo, o Boeing 787 Dreamliner é amplamente utilizado pelas principais companhias aéreas. A Air India, por exemplo, opera cerca de 30 dessas aeronaves desde 2012, utilizando-as em rotas de longo alcance. A queda na Índia reacende o debate sobre a segurança do modelo e os riscos associados às tecnologias inovadoras implementadas na aeronave.
Fonte: http://ric.com.br