O ministro Alexandre de Moraes autorizou a cirurgia de hérnia inguinal bilateral de Jair Bolsonaro, que será realizada na manhã de Natal. A internação ocorrerá no Hospital DF Star, em Brasília, com vigilância da Polícia Federal e restrições de entrada de dispositivos eletrônicos. Apenas a esposa do ex‑presidente, Michelle Bolsonaro, poderá permanecer no leito hospitalar. A decisão segue recomendação da Polícia Federal e laudo médico que destaca a urgência do procedimento.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aceitou, nesta quarta-feira (24), o pedido da defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro para que ele faça uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral na manhã de Natal (25).
Moraes determinou que a Polícia Federal faça vigilância durante a estadia do ex‑presidente no centro médico, com, no mínimo, dois policiais na porta do quarto. O ministro proibiu a entrada de dispositivos eletrônicos, como computadores e telefones celulares, no quarto onde Bolsonaro ficará internado.
Apenas a esposa do ex‑presidente, Michelle Bolsonaro, foi autorizada a permanecer no leito hospitalar. A defesa havia solicitado também a presença dos filhos Carlos e Flávio Bolsonaro, mas Moraes vetou.
A cirurgia segue recomendação da Polícia Federal, que encaminhou laudo ao ministro sobre a necessidade de que o procedimento seja feito “o mais breve possível”. O laudo afirma que a tempestividade é necessária devido à refratariedade aos tratamentos instituídos, piora do sono e da alimentação, e risco de complicações do quadro herniário por aumento da pressão intra‑abdominal.
A perícia médica foi realizada na última quarta-feira (17) na sede do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, após pedido de Moraes. Desde 25 de novembro, Bolsonaro está preso na Superintendência da PF, em Brasília.



