Sanções dos EUA a Moraes Acirram Tensão e Ameaçam Relações Brasil-EUA, Alerta NYT
Uma possível imposição de sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, pode levar a uma crise diplomática de grandes proporções entre Brasil e EUA. A informação foi divulgada em uma reportagem do The New York Times, lançando dúvidas sobre o futuro da relação bilateral.
De acordo com Jack Nicas, correspondente do NYT no Brasil, a situação tem potencial para gerar uma “ruptura diplomática entre as duas maiores nações do Hemisfério Ocidental”. A reportagem aponta que Moraes se tornou um alvo de Washington após desavenças com Elon Musk e a Trump Media & Technology Group.
Recentemente, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou restrições na concessão de vistos a autoridades estrangeiras envolvidas em censura a cidadãos americanos, o que aumentou a pressão. Embora não tenha citado Moraes nominalmente, Rubio mencionou a América Latina como uma região de preocupação.
Rubio já havia declarado no Congresso que existe “uma grande chance” de Moraes ser sancionado, possivelmente com base na Lei Global Magnitsky, que permite sanções contra indivíduos estrangeiros envolvidos em corrupção ou violações de direitos humanos. A medida sinaliza uma crescente preocupação nos EUA com as decisões do ministro.
A reportagem do NYT também revelou ter tido acesso a uma carta do Departamento de Justiça dos EUA a Moraes, criticando a determinação do ministro para que a plataforma Rumble bloqueasse um usuário específico. O caso reacende o debate sobre a liberdade de expressão e a jurisdição das decisões judiciais brasileiras sobre cidadãos americanos.
Embora o Departamento de Estado não tenha confirmado se Moraes é um dos alvos diretos da nova política de sanções, o NYT ressalta que a linguagem usada nos comunicados “se inclina fortemente para as críticas contra ele”. A escalada da tensão levanta questões sobre o futuro das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
Fonte: http://www.conexaopolitica.com.br