Simulavet busca aprimorar e nacionalizar tecnologia que hoje só existe no exterior, reduzindo o uso de cadáveres de animais.
A Simulavet, incubada no Tecpar, desenvolve pele artificial para simulações cirúrgicas veterinárias, visando reduzir o uso de cadáveres e aprimorar o treinamento.
A Incubadora Tecnológica (Intec) do Tecpar agora conta com a Simulavet, startup que desenvolve simuladores para treinamentos cirúrgicos veterinários. A empresa busca nacionalizar a produção de pele artificial, uma alternativa realista ao uso de cadáveres de animais, atualmente importada.
Com o apoio do Tecpar, a Simulavet está industrializando seu protótipo artesanal para atender faculdades e centros de treinamento em todo o país. A ideia surgiu durante o mestrado do médico-veterinário Matheus Cruz, que buscava alternativas à obtenção de cadáveres, cada vez mais difícil devido à crescente procura por cremação e sepultamento.
“A putrefação altera completamente os tecidos, e isso deixa de simular um procedimento real. O objetivo dos simuladores é substituir esse cenário, garantindo segurança, padrão nas aulas e a possibilidade de remontar os modelos para repetir os treinamentos”, explica Cruz.
Desenvolvimento e Futuro
Inicialmente, a Simulavet focava apenas na criação de protótipos para pesquisa. A parceria com o Tecpar impulsionou a empresa, permitindo o aperfeiçoamento de materiais, a redução de custos e o planejamento para o lançamento comercial em 2026.
O Tecpar oferece suporte técnico e orientação no desenvolvimento do negócio.
Atualmente, a Simulavet trabalha no desenvolvimento da logomarca, planejamento financeiro e aprimoramento dos protótipos existentes. A empresa busca otimizar a pele artificial e expandir sua linha de produtos para incluir modelos de entubação, acesso venoso, órgãos para castrações e simuladores de drenagem de tórax.






