A Suzano encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 2,08 bilhões, resultado 6% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o ganho foi de R$ 1,9 bilhão. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (5), conforme publicação de 06/11/2026, às 09:00.
A receita líquida da companhia somou R$ 16,5 bilhões, crescimento de 36% na comparação anual. O Ebitda ajustado, que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, atingiu R$ 5,6 bilhões, alta de 9% sobre os R$ 5,2 bilhões de um ano antes. A dívida líquida terminou o trimestre em US$ 14,7 bilhões, aumento de 15% frente ao trimestre anterior, com alavancagem financeira em dólar de 3,7 vezes. A empresa estima que a dívida líquida encerre 2026 abaixo de US$ 14 bilhões.
O período foi marcado pelo início das operações da Arbex, joint venture formada entre Suzano e Kimberly-Clark. Com a incorporação do negócio, a companhia passou a apresentar separadamente os resultados do segmento de Bens de Consumo. A divisão registrou receita líquida de R$ 5,01 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 802,7 milhões, mas apresentou prejuízo de R$ 121,2 milhões no trimestre. As vendas totalizaram 299 mil toneladas, volume superior ao do mesmo período de 2025.
A divisão de celulose teve receita de R$ 9,6 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 4,8 bilhões, com lucro líquido de R$ 1,7 bilhão. As vendas somaram 3,1 milhões de toneladas, queda de 1% em relação às 3,2 milhões de toneladas comercializadas no terceiro trimestre do ano passado. Segundo a companhia, o desempenho foi favorecido pelo aumento do volume vendido, pela redução dos custos de produção e pela valorização do dólar frente ao real, fatores parcialmente compensados por maiores despesas e pela queda do preço médio líquido da celulose. A empresa também observou melhora gradual no mercado de fibra curta na China ao longo do trimestre.
O segmento de Papel e Embalagem apresentou lucro líquido de R$ 77 milhões, receita de R$ 2,4 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 276,5 milhões. As vendas alcançaram 374 mil toneladas, com crescimento em relação ao terceiro trimestre de 2025, impulsionadas pela sazonalidade do setor e pela demanda adicional por papéis revestidos durante o ciclo eleitoral. Na comparação anual, porém, o Ebitda ajustado recuou, principalmente devido ao aumento dos custos de produção da Suzano Packaging US, apesar dos preços mais elevados. A companhia apontou ainda que a demanda internacional por papéis de imprimir e escrever permaneceu pressionada pelas tensões geopolíticas e pelos impactos nas cadeias de suprimentos.





