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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA ficam em 194 mil, perto do menor nível em 57 anos

Número de novos pedidos caiu 1.000 na semana encerrada em 24 de outubro, para 194 mil, abaixo da previsão de 199 mil, segundo o Departamento do Trabalho....

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos totalizaram 194 mil na semana encerrada em 24 de outubro, com ajuste sazonal, uma redução de 1.000 em relação à semana anterior. O dado, divulgado pelo Departamento do Trabalho, ficou abaixo da previsão de economistas consultados, que esperavam 199 mil solicitações. O patamar permanece próximo dos níveis mais baixos em 57 anos.

Desde meados de setembro, os pedidos têm se mantido majoritariamente abaixo de 200 mil. O nível mais baixo recente foi registrado em meados de julho, com 189 mil pedidos, o menor desde 1969. Economistas descrevem o mercado de trabalho como em estado de "baixa contratação e baixa demissão", sustentado por lucros sólidos e demanda interna resiliente, que mantêm as demissões em massa próximas a mínimos históricos. A guerra em curso entre os EUA e Israel contra o Irã, no entanto, tem feito empregadores hesitarem em ampliar o quadro de funcionários, segundo os economistas.

O número de pessoas recebendo o benefício após a primeira semana de auxílio, indicador de contratações, caiu 21 mil, para 1,701 milhão, na semana encerrada em 17 de outubro. Os chamados pedidos contínuos abrangeram a semana em que o governo realizou a pesquisa domiciliar para calcular a taxa de desemprego de outubro. A taxa ficou em 4,2% em setembro e pode permanecer estável ou cair ligeiramente neste mês, já que pesquisa do Conference Board divulgada na terça-feira mostrou consumidores mais otimistas em relação ao mercado de trabalho em outubro.

A redução da força de trabalho em meio à repressão à imigração do governo Trump é apontada como fator-chave para manter a taxa de desemprego baixa. O Federal Reserve manteve nesta quarta-feira a taxa básica de juros na faixa de 3,75% a 4,00%, embora tenha reconhecido que a inflação "continua elevada". Economistas esperam que o banco central aumente os juros em dezembro.

O presidente do Fed, Kevin Warsh, reconheceu a estabilidade do mercado de trabalho. Aos repórteres, afirmou que, no que diz respeito ao emprego, parte do duplo mandato do Fed, as condições são "bastante positivas".

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