O São Paulo alterou o espaço máster de sua camisa para preservar uma das principais fontes de receita. A Superbet foi substituída pela Superscore, plataforma de estatísticas esportivas do mesmo grupo empresarial, antes da partida contra o Cruzeiro, no início de outubro. A mudança mantém a parceria ativa até dezembro, em meio às novas restrições ao mercado de apostas no Brasil.
Segundo André Marques, diretor de marketing do Tricolor Paulista, o acordo atual com a Superscore vale até o fim do ano. A diretoria pretende acompanhar os desdobramentos da Medida Provisória antes de definir a exposição da marca nas temporadas seguintes. O vínculo comercial com a Superbet continua válido até dezembro de 2030, com renovação assinada em 2025 que prevê R$ 678 milhões em valores fixos ao longo de seis temporadas, podendo chegar a R$ 1 bilhão se as metas forem atingidas. A troca temporária de marca não representa o encerramento definitivo da parceria, mas uma adaptação às condições legais atuais.
A Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro restringiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país. As regras estabeleceram um período de transição para o encerramento das operações afetadas e a retirada de materiais publicitários. A MP ainda precisa passar pelo Congresso Nacional para se tornar definitiva, dentro do prazo constitucional de análise.
De acordo com André Marques, Flamengo, Fluminense e Palmeiras também adotaram soluções temporárias com seus parceiros comerciais até dezembro. A estratégia permite que as equipes mantenham os acordos em andamento enquanto aguardam maior clareza sobre as condições de exposição das empresas ligadas ao setor.
A diretoria tricolor trabalha com a possibilidade de uma nova extensão, eventualmente até março, dependendo das condições legais e comerciais disponíveis. Por enquanto, a orientação é manter a Superscore no uniforme até o encerramento do ano e reavaliar o cenário posteriormente. A decisão definitiva dependerá tanto da tramitação da medida no Congresso quanto das alternativas que poderão ser negociadas com o grupo patrocinador.





