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Suspeito de matar companheira a facadas na frente da filha de 6 anos é denunciado pelo MPPR

O suspeito de matar a companheira a facadas foi denunciado pelo MPPR após o crime presenciado pela filha do casal, de seis anos – Foto: Reprodução/Ric RECORD...


O suspeito de matar a companheira a facadas foi denunciado pelo MPPR após o crime presenciado pela filha do casal, de seis anos –

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Francisco Beltrão, no Sudoeste do estado, ofereceu denúncia contra o homem suspeito de matar a companheira, Thais Lopatiuk, a facadas, na presença da filha do casal, de seis anos. O crime aconteceu em 27 de setembro deste ano, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná.

Conforme a denúncia do MPPR, o assassinato ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar. No dia do crime, a mulher teria sido submetida a comportamentos intimidatórios e ofensas verbais por parte do companheiro antes de ser atacada com uma faca.

A vítima estava com a filha nos braços quando começaram as agressões. Segundo o Ministério Público, Thais tentou proteger a criança e escapar do ataque, buscando ajuda fora da residência. Depois que os dois caíram no chão, o homem teria desferido sucessivos golpes de faca contra a mulher.

Uma testemunha relatou, na ocasião do crime, que ouviu o suspeito dizer: “Eu falei que ia te matar”. A informação foi repassada pela Polícia Militar à Ric RECORD Oeste.

A filha do casal permaneceu próxima durante as agressões e foi retirada do local com a ajuda de uma testemunha. Mesmo gravemente ferida, Thais conseguiu chegar a um imóvel vizinho, onde recebeu auxílio e foi encaminhada para atendimento médico. Ela não resistiu aos ferimentos.

Suspeito de matar companheira na frente da filha foi preso após fugir do local do crime

Após o feminicídio, o homem fugiu e passou a ser procurado pela polícia. Ele foi localizado e preso preventivamente no dia 3 de outubro, em uma residência no bairro Sadia, em Francisco Beltrão.

Ainda conforme informações da Polícia Militar do Paraná (PMPR) repassadas à Ric RECORD Oeste, os policiais receberam uma denúncia de que o suspeito estaria no imóvel onde o crime aconteceu. Ao chegarem ao endereço, encontraram o homem quando ele tentava deixar a residência.

Durante a abordagem, nenhum objeto ilícito foi localizado. O suspeito foi encaminhado à 19ª Subdivisão Policial (19ª SDP), onde permaneceu à disposição da Justiça.

MPPR pede medidas de proteção para filha da vítima

Além da responsabilização criminal do denunciado, o Ministério Público solicitou medidas específicas para garantir o atendimento à filha do casal. A criança tem seis anos possui diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA).

Entre os pedidos estão uma avaliação psicossocial prioritária e a oferta de acompanhamento especializado pela rede municipal de proteção. As medidas consideram a violência presenciada pela criança e a necessidade de atendimento adequado às suas condições.

O MPPR também pediu que, em caso de condenação, seja estabelecida uma indenização mínima de R$ 200 mil pelos danos morais causados. O valor deverá ser destinado aos pais da vítima e, especialmente, à filha.

Outro pedido apresentado pelo Ministério Público é o reconhecimento da incapacidade do denunciado para exercer o poder familiar.

Denúncia aponta três causas de aumento de pena

Na denúncia, o MPPR apontou três causas de aumento de pena: o fato de a vítima ser mãe de uma criança, a presença da filha durante o assassinato e o emprego de recurso que dificultou a defesa da mulher.

Em caso de condenação, a pena pode ultrapassar 40 anos de reclusão, conforme as circunstâncias apontadas pelo Ministério Público e a legislação aplicável.

Com informações da Banda B, parceira do Portal aRede.

RESUMO

Oferecimento da denúncia e prisão: O MPPR denunciou por feminicídio o homem suspeito de matar a facadas sua companheira, Thais Lopatiuk, em Francisco Beltrão; o crime ocorreu após intimidações na presença da filha de 6 anos, e o suspeito foi preso preventivamente em 3 de outubro após fugir.

Proteção e indenização para a filha: Por ter presenciado a agressão e possuir transtorno do espectro autista (TEA), o MPPR solicitou acompanhamento psicossocial prioritário para a criança, a destinação de uma indemnização mínima de R$ 200 mil por danos morais e a perda do poder familiar do acusado.

Causas de aumento de pena: A denúncia destacou agravantes como o ataque ter ocorrido diante da filha, o fato de a vítima ser mãe de criança e o uso de recurso que dificultou a defesa, o que pode elevar a condenação do acusado a mais de 40 anos de reclusão.



Fonte:A Rede PG

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