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Crescimento do turismo no Brasil gera pressão por formação de profissionais

O turismo brasileiro enfrenta um desafio de mão de obra, com a rotatividade na hotelaria atingindo 52,45%. A formação profissional avança, mas a dificuldade em reter talentos...

O turismo no Brasil está em franca expansão, mas essa trajetória positiva traz consigo um importante desafio relacionado à formação de mão de obra. A rotatividade na hotelaria, conforme dados da CAPIH, fechou o ano de 2025 em 52,45%, um aumento significativo em relação aos 30% registrados em 2017. Este cenário se agrava diante de uma previsão do WTTC, que estima um déficit global de 8,6 milhões de profissionais até 2035.

A alta demanda por serviços turísticos, especialmente durante a alta temporada entre dezembro e fevereiro, deve movimentar cerca de R$ 218 bilhões, conforme informações da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Em meio a esse crescimento, o Brasil recebeu 9,2 milhões de turistas estrangeiros no último ano, conforme dados do Ministério do Turismo.

O aumento da atividade turística tem impulsionado a procura por mão de obra qualificada, e a rede de formação tem tentado acompanhar esse ritmo. O Senac, por exemplo, registrou 131 mil matrículas em cursos de turismo, das quais 59 mil são gratuitas, disponíveis em mais de 2 mil municípios brasileiros. Além disso, a entidade conta com mais de 820 mil credenciados no setor.

No entanto, a formação enfrenta um obstáculo conhecido: a dificuldade em manter os profissionais qualificados. Uma pesquisa da CAPIH revelou que a rotatividade na hotelaria brasileira apresentou variações entre 22% e 118% em diferentes estabelecimentos, com um índice acumulado de 26,19% apenas no primeiro semestre de 2025.

Esse problema não é exclusivo do Brasil. O relatório do WTTC ressalta que, globalmente, o setor de hospitalidade pode enfrentar uma carência de 43 milhões de trabalhadores, o que exige atenção urgente das autoridades e empresas do setor.

O impacto da alta rotatividade é sentido diretamente na experiência dos hóspedes. Para Amanda Correia, gerente comercial do Esmeralda Praia Hotel, a saída de profissionais experientes resulta na perda de conhecimento sobre as preferências dos clientes. Isso pode afetar a qualidade do atendimento, refletindo nas avaliações online que influenciam futuras reservas.

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