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Corrida pelo Senado: Eleição de 2025 promete disputas acirradas em 24 estados e no DF

A eleição que renovará dois terços do Senado ocorre neste domingo, 4, com forte concorrência entre candidatos ligados a Flávio Bolsonaro e Lula. As últimas pesquisas indicam...

A eleição deste domingo, 4, renovará dois terços das cadeiras do Senado, com uma disputa acirrada em 24 estados e no Distrito Federal. Pesquisas de intenção de voto revelam uma corrida competitiva entre candidatos relacionados ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O grupo associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) considera a eleição para o Senado uma prioridade. Durante uma entrevista em julho de 2025, Jair Bolsonaro mencionou que, com a posse de metade do Senado, teria mais poder do que o presidente. Ele destacou que sua influência poderia impactar a aprovação de indicações para o Supremo Tribunal Federal.

Conforme levantamento da Quaest, Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os candidatos que lideram as intenções de voto estão distantes dos demais concorrentes, superando a margem de erro das pesquisas. Em Mato Grosso, Mauro Mendes (União) e Janaína Riva (MDB) aparecem em destaque, enquanto no Mato Grosso do Sul, Capitão Contar (PL) e Reinaldo Azambuja (PL) também se destacam, todos apoiando Flávio Bolsonaro.

Em Santa Catarina, a situação é de empate técnico entre Carol de Toni (PL), Carlos Bolsonaro (PL) e Esperidião Amin (PP). Nos estados de Rondônia, Roraima, Tocantins e Acre, candidatos que expressam apoio a Flávio também figuram nas primeiras colocações das intenções de voto.

A corrida eleitoral é marcada pela expectativa em relação à composição futura do Senado. Projeções indicam que o PL pode aumentar sua bancada de 15 para 25 senadores, embora ainda dependa de aliados para aprovar pautas relevantes. O Senado, que possui 81 integrantes, exige 41 votos para a maioria absoluta e 54 para a aprovação de um pedido de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

O PT, por sua vez, deve manter nove assentos, enquanto o PP, sob a presidência de Ciro Nogueira, deve crescer de sete para nove. O MDB, no entanto, poderá reduzir sua representação de nove para oito senadores. A bancada do PSD, que atualmente tem 14 senadores, pode sofrer uma queda significativa, reduzindo-se para cinco. O União Brasil, partido liderado por Davi Alcolumbre (AP), deve ganhar cinco cadeiras, totalizando oito.

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