Em uma situação de urgência ou emergência, saber qual serviço acionar pode agilizar o atendimento e facilitar o trabalho das equipes de saúde. Em Curitiba, a população conta principalmente com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Cada serviço tem uma função específica dentro da rede pública de saúde. As UPAs atendem casos de urgência e emergência de média complexidade, enquanto Samu e Siate são responsáveis pelo atendimento e transporte de pacientes que precisam de assistência no local ou não têm condições de se deslocar até uma unidade de saúde.
“É fundamental que as pessoas conheçam como esses serviços funcionam, visto que nas situações de urgência e emergência, quando a preocupação e ansiedade tomam conta de familiares ou de outras pessoas presentes durante a situação, tudo fica nebuloso”, explica a enfermeira Ester do Nascimento Ribas, diretora do Departamento de Urgência e Emergência de Curitiba.
Curitiba possui nove UPAs, que funcionam 24 horas por dia, todos os dias do ano. As unidades recebem pacientes por demanda espontânea e fazem uma avaliação inicial de classificação de risco.
O atendimento médico não ocorre necessariamente por ordem de chegada. A prioridade é definida conforme a gravidade de cada caso, com pacientes em situação de emergência atendidos antes daqueles com quadros menos graves.
Entre as situações que podem ser encaminhadas para uma UPA estão dores fortes, falta de ar, febre alta e outros problemas que precisam de avaliação rápida, mas que não necessariamente exigem atendimento hospitalar imediato.
Nas unidades, os pacientes podem passar por exames, receber medicamentos e permanecer em observação. Quando a situação exige atendimento de maior complexidade, a equipe providencia a transferência para um hospital.
O Samu pode ser acionado pelo telefone 192. O serviço atende situações de urgência e emergência que podem provocar agravamento do quadro, sequelas ou risco de morte.
Entre os exemplos estão suspeita de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC), dificuldade intensa para respirar, perda de consciência, convulsões, intoxicações, hemorragias e outras ocorrências clínicas graves.
“O Samu atende pelo 192 e nossa equipe médica vai fazer as perguntas adequadas e direcionar o melhor serviço para você. Seja enviando uma ambulância ou orientando que busque a unidade de pronto atendimento mais próxima”, afirma o enfermeiro do Samu Vitor Oliveira Cambuy Castilho.
O Siate, vinculado ao Corpo de Bombeiros, deve ser acionado pelo telefone 193 principalmente em situações envolvendo traumas e acidentes.
O serviço atende ocorrências como acidentes de trânsito com vítimas, ferimentos por arma de fogo ou arma branca, agressões, quedas com fraturas, queimaduras, afogamentos e choques elétricos graves.
Em uma ocorrência de acidente de trânsito com vítima, por exemplo, a orientação do serviço de saúde de Curitiba é ligar para o 193, sinalizar o local e não movimentar a pessoa ferida, a menos que exista algum risco adicional, como incêndio ou explosão.
Em uma situação de emergência, a pessoa pode não saber imediatamente se deve ligar para o 192 ou 193. Segundo a orientação da Prefeitura, caso a chamada seja feita para o serviço inadequado, a ocorrência pode ser encaminhada para a equipe responsável.
Por isso, diante de dúvida sobre uma situação de emergência, a orientação apresentada pelo Samu é entrar em contato pelo 192 e fornecer as informações solicitadas pelo profissional que atender a ligação.
Ao ligar para o 192, a chamada passa pela Central de Regulação. O atendente coleta informações como endereço, características da ocorrência e condições da pessoa que precisa de atendimento.
Em seguida, um médico regulador avalia a situação com base nas informações fornecidas e determina a prioridade do atendimento. A partir dessa avaliação, pode ser enviada uma ambulância ou o paciente pode ser orientado a procurar uma unidade de saúde adequada.
O endereço correto é uma das informações mais importantes durante a ligação. Também é necessário informar, quando possível, o estado de saúde da vítima, os sintomas apresentados, o número de pessoas envolvidas e eventuais riscos existentes no local.
Depois de solicitar o atendimento, a recomendação é permanecer junto ao paciente e seguir as orientações recebidas durante a ligação.
Também é importante manter o telefone disponível para eventual contato da equipe e facilitar a localização do endereço. Em acidentes e situações de trauma, a orientação pode incluir cuidados específicos até a chegada dos socorristas.
“Assim que chegar a nossa equipe, faremos perguntas específicas para entender o que aconteceu e o que decorreu dessa situação e iniciaremos com o nosso atendimento e encaminhamento desse paciente”, explica o enfermeiro.
Se houver documentos médicos relacionados ao problema apresentado, como informações de alta hospitalar ou registros de acompanhamento, eles podem ajudar a equipe. Documento de identificação também deve ser levado quando o deslocamento até uma UPA for possível.
O destino depende da avaliação feita pelas equipes. Casos mais graves podem exigir transporte direto para um hospital com estrutura adequada.
Em situações de menor complexidade, o paciente pode ser encaminhado para uma UPA, onde será avaliado e tratado. Caso seja identificada a necessidade de atendimento hospitalar, a transferência será realizada conforme a indicação médica e a regulação da rede.
A orientação geral é utilizar o serviço adequado para cada situação. Em casos de emergência em que a pessoa não consegue se deslocar até uma UPA, o Samu ou o Siate devem ser acionados.
Telefones de emergência em Curitiba
- Samu: 192
- Siate: 193
- Polícia Militar: 190
- Guarda Municipal: 153
- Defesa Civil: 199
Os serviços de Samu e as UPAs funcionam 24 horas. As nove UPAs de Curitiba são mantidas pelo SUS e oferecem atendimento gratuito.
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Fonte:Paraná Jornal





