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Candidatos ao Senado em SP discutem prioridades e crise no STF

Na reta final das eleições, candidatos ao Senado por São Paulo abordam suas prioridades de campanha e opiniões sobre a crise no Supremo Tribunal Federal em entrevistas...

Os principais candidatos ao Senado por São Paulo foram entrevistados recentemente, onde discutiram seus posicionamentos políticos e as prioridades de suas campanhas. As entrevistas foram conduzidas entre os dias 11 e 17 de setembro e foram publicadas até o dia 22 do mesmo mês. Participaram da série de entrevistas Simone Tebet (PSB), Geraldo Rufino (Podemos), Marina Silva (Rede) e Soninha Francine (Cidadania). André do Prado e Guilherme Derrite, ambos do PP, não responderam ao convite, enquanto Ricardo Salles (Novo) participou, mas desistiu da candidatura.

Durante as entrevistas, que tiveram uma duração média de 40 minutos, os candidatos foram questionados sobre temas sensíveis que permeiam o Congresso Nacional, como a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), aborto, castração química, combate ao feminicídio, redução da maioridade penal e a dívida pública. Essa eleição, marcada para o dia 4 de outubro, tem como objetivo escolher dois senadores por estado e pelo Distrito Federal, com 54 das 81 cadeiras do Senado em disputa, cada uma com um mandato de oito anos e dois suplentes na chapa.

No que se refere à crise no STF, Geraldo Rufino acredita que o impeachment de ministros é uma pauta que já deveria ser debatida, considerando-a uma forma de restabelecer o equilíbrio. Ele afirmou que, se eleito, votaria a favor de um eventual impeachment, evidenciando seu comprometimento com a responsabilidade dos senadores.

Marina Silva defende uma reforma no Judiciário, ressaltando a importância de um código de ética para os ministros. A candidata acredita que casos de crime de responsabilidade devem ser discutidos, mostrando sua posição crítica em relação à conduta atual no Supremo.

Soninha Francine enfatiza a necessidade de rigor na aprovação de projetos que aumentem os gastos públicos. Para ela, é indispensável analisar a eficiência das estruturas governamentais e combater desperdícios. A candidata criticou as despesas que considera desnecessárias, citando, por exemplo, a quantidade de ministérios e a situação dos Correios.

Simone Tebet, que também participou das entrevistas, destacou a relevância de discutir o equilíbrio fiscal, mas alertou para que a busca por controle das contas públicas não prejudique investimentos em áreas sociais, como saúde e educação. Ela argumenta que o desenvolvimento econômico em setores como a agricultura e a indústria pode contribuir para a arrecadação e, consequentemente, para o equilíbrio fiscal.

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