A pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada no último sábado (26), aponta que a reprovação ao Congresso Nacional permanece em 37%. Este percentual, que reflete a opinião de brasileiros que consideram o trabalho de deputados e senadores ruim ou péssimo, se manteve estável desde a última pesquisa feita em maio. Por outro lado, a avaliação positiva do Congresso subiu de 15% para 18%.
Conforme os dados, 40% dos entrevistados classificam o desempenho do Congresso como regular, enquanto 6% não souberam opinar. Na pesquisa anterior, a avaliação regular era de 43%. As opiniões variam consideravelmente entre os eleitores dos dois principais candidatos à Presidência da República: 22% dos que apoiam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam positivamente o trabalho do Congresso, em comparação com apenas 15% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL).
A avaliação negativa do trabalho dos parlamentares também se mostra mais expressiva entre os homens, alcançando 43%, enquanto entre as mulheres esse índice é de 32%. Além disso, a percepção sobre o desempenho do Congresso varia conforme a renda: entre aqueles que recebem mais de cinco salários mínimos, 51% consideram o trabalho dos parlamentares ruim ou péssimo, percentual que cai para 30% entre os que ganham até dois salários mínimos.
Analisando por regiões, a reprovação chega a 41% no Sudeste, 38% no Centro-Oeste e Norte, 36% no Sul e 32% no Nordeste. Em contraste, a avaliação positiva é de 21% no Nordeste, 17% no Centro-Oeste e Norte, e 16% tanto no Sudeste quanto no Sul.
Esse levantamento ocorre em um momento crucial, a poucos dias da eleição, quando os cidadãos brasileiros irão escolher os 513 deputados federais e 54 senadores. Neste ano, dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa, com a eleição de dois representantes por estado e pelo Distrito Federal.
A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 23 de setembro, ouvindo 2.002 eleitores em 125 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026.





